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Câncer de bexiga é silencioso e tem sintomas semelhantes aos da infecção urinária

Doença que atinge mais de 10 mil pessoas por ano no Brasil é comum em homens idosos. Cigarro é o principal fator de risco

 

O tumor de bexiga é uma doença silenciosa que possui sintomas semelhantes aos da infecção urinária. Por ano são registrados mais de 10 mil novos casos da doença, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com o médico radioterapeuta Guilherme Rebello, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), o sintoma mais comum é a hematúria indolor, ou sangue na urina, ocorrendo em 80% dos casos.

“Outros sintomas, como alteração da frequência, urgência e sensação de dor ou queimação ao urinar podem ser confundidos com uma infecção urinária”, explica o médico.

O especialista aponta que o inimigo número um deste tipo de tumor é o cigarro.

“De longe, o fator de risco mais importante é o tabagismo, com chances duas a cinco vezes maiores de desenvolver a doença. Outros fatores que podem estar relacionados são trabalhadores em atividades com produtos químicos, dieta rica em gordura e cistite crônica”, explica.

Mais frequente em homens

O câncer de bexiga é mais frequente no sexo masculino. Dos 10.640 novos casos registrados por ano no Brasil, 7.590 ocorrem em homens e 3.050 em mulheres, segundo o Inca.

A doença, que afeta mais os homens brancos e idosos, pode ser de três tipos:

• Carcinoma de células de transição: é a maioria dos casos e tem início nas células de tecido interno da bexiga.

• Carcinoma de células escamosas: afeta células delgadas e planas que podem surgir na bexiga depois de infecção ou irritação prolongadas.

• Adenocarcinoma: tem origem nas células glandulares (de secreção), que podem se formar na bexiga depois de um longo tempo de irritação ou inflamação.

Quando o câncer é limitado ao tecido de revestimento da bexiga, é chamado de superficial.

Já a lesão que começa nas células de transição pode se disseminar através do revestimento da bexiga, invadir a parede muscular e se espalhar para os órgãos próximos ou gânglios linfáticos, transformando-se num câncer invasivo.

“O diagnóstico é feito através da cistoscopia, que é um exame que visualiza o interior da bexiga, e também por meio de realização de biópsia para confirmação do caso”, destaca Guilherme Rebello.

Radioterapia

A radioterapia é indicada em diversos cenários no câncer de bexiga, conforme explica o médico.

“Ela pode ser aplicada tanto nos tumores avançados e inoperáveis, quanto nos iniciais, onde se tem a indicação de preservar o órgão, pensando em qualidade de vida para o paciente. Outros benefícios são o uso em casos de obstrução urinária e/ou sangramentos intensos”, disse.

Além da radioterapia, a doença pode ser tratada com cirurgia e/ou quimioterapia.

A probabilidade de cura dependerá do estágio do câncer (superficial ou invasivo) e da idade e saúde geral do paciente.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, Arcelor/Abeb, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, Sul América, Mediservice, Codesa, Cesan, Geap, entre outros.