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Câncer de mama na família: 27% dos casos são de origem hereditária

Diagnóstico antes dos 50 anos e histórico familiar fortemente positivo para a doença podem ser indícios de mutações genéticas

Assim como todos os tipos de tumor, o câncer de mama surge devido a uma alteração genética que pode ocorrer em razão de condições externas, como estilo de vida e ambiente, ou ser herdada dos pais. Em 27% dos casos, a doença pode ser transmitida da mãe para os filhos. Já os outros 73% ocorrem por alterações nos genes ao longo da vida.

O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada de células anormais dos seios, que forma uma lesão que pode invadir outros órgãos.

De acordo com a médica radioterapeuta Lorraine Juri, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), dentre os casos considerados hereditários, somente 5% a 7% são reconhecidos em genes específicos, com mutações de hereditariedade – BRCA1, BRCA2, TP53, PTEN, STK11 e LKB1 – e podem ser descobertos em testes e exames. 

“Os mais comuns são o BRCA1 e 2. Mulheres que possuem vários casos de câncer de mama e/ou pelo menos um de câncer de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou homens com membros mais próximos da família que tenham tido tumores mamários podem ter predisposição hereditária e são considerados de risco elevado para a doença”, explica Lorraine Juri.

Este foi o caso da atriz Angelina Jolie, que perdeu a mãe, Marcheline Bertrand, para a doença aos 56 anos, em 2007. 

Ao realizar o teste genético, a artista descobriu que tinha a mutação BRCA1, que está ligada ao desenvolvimento de tumores de mama e ovário, e representa um risco cumulativo.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, Angelina Jolie escreveu que os médicos estimaram em 87% o risco de ela desenvolver câncer de mama e 50% de ter um tumor no ovário. Por isso, ela decidiu encarar a retirada das mamas de forma preventiva, o que aconteceu em 2013.

Características específicas

A incidência de câncer de mama hereditário possui algumas características específicas, tais como diagnóstico em idade precoce (antes dos 50 anos), surgimento de outro tumor na mesma pessoa e histórico familiar fortemente positivo para a doença. 

Se houver a caracterização de algum desses fatores, a pessoa pode buscar ajuda médica e se submeter a testes genéticos de rastreamento para identificar algum gene em mutação. 

“O recomendado é que o membro da família já diagnosticado com câncer procure um médico geneticista para realizar o teste genético. Caso o exame apresente algum diagnóstico de alteração por hereditariedade, os demais parentes podem ser submetidos à avaliação e confirmar se também são herdeiros da mutação”, destaca a médica.

Arsenal terapêutico

De acordo com Lorraine Juri, a radioterapia é uma das formas de tratamento também utilizadas contra o tumor de mama hereditário.

“A radioterapia faz parte do arsenal terapêutico do câncer de mama hereditário. Normalmente, ela é usada como tratamento complementar após a cirurgia de mama. É parte fundamental para reduzir a chance de a doença voltar”, explica a médica.

De janeiro a setembro deste ano, foram registradas 188 mortes por câncer de mama no Espírito Santo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e 997 internações no mesmo período. Em 2020, foram 355 óbitos e 1.711 internações no Estado.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 66.280 novos casos de tumor mamário devem ser diagnosticados este ano no Brasil.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, Arcelor/Abeb, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, Sul América, Mediservice, Codesa, Cesan, Geap, entre outros.