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Cigarro eletrônico, de palha ou narguilé? Entenda por que são perigosos

Médico do ES explica que nenhum deles reduz os danos aos pulmões e que fumar pode prejudicar tratamento contra o câncer

Que fumar faz mal à saúde, todo mundo sabe. E embora a indústria do tabaco tenha tentado ao longo dos anos desenvolver produtos visando a diminuir os componentes tóxicos da inalação da fumaça, até hoje isso não deu resultado. Cigarro eletrônico, de palha, narguilé, nenhum deles reduz os danos aos pulmões. E o câncer é apenas uma das doenças associadas ao tabagismo.

O conselho unânime entre a comunidade médica é um só: não fumar em hipótese alguma para preservar a saúde dos pulmões. E isso inclui os chamados cigarros da moda.

“É importante destacar que essa é uma moda que traz riscos à saúde. Narguilé, cigarro eletrônico, de palha, cachimbo, nada disso é menos nocivo para as pessoas. Todos eles são cancerígenos. A situação se agrava ainda mais se a pessoa já tiver asma ou bronquite porque fumar prejudica o diagnóstico”, afirma o médico especialista em radioterapia Persio Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

Os dados são preocupantes: homens que fumam têm 23 vezes mais chances de ter câncer de pulmão do que os que não fumam, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Já a proporção entre as mulheres fumantes é de 13 vezes mais.

“O que mais preocupa é que se criou um mito de que o cigarro eletrônico é uma alternativa segura para quem pensa em parar de fumar. No Brasil, eles são proibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) porque há indícios de que causam dependência. Nos Estados Unidos, vários jovens foram internados em 2019 com síndrome respiratória grave associada a esse tipo de dispositivo. Não é nenhuma brincadeira”, destaca Persio Freitas.

Riscos do narguilé

Estudos científicos indicam que o narguilé carrega o mesmo malefício e que uma sessão do cachimbo compartilhado equivale a inalar a fumaça de 100 cigarros industrializados, uma vez que o volume de alcatrão é maior. Isso sem falar no risco de contaminação por Covid-19 porque as pessoas se revezam entre uma tragada e outra.

“O narguilé causa dependência e, em longo prazo, câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doenças respiratórias e coronarianas. Ao compartilhar o cachimbo com outros usuários, a pessoa se expõe a herpes e outras doenças da boca, hepatite C e tuberculose. O uso frequente dos produtos derivados do tabaco causa também problemas de fôlego, mau hálito, amarelamento da pele e envelhecimento precoce, mesmo em usuários adolescentes e jovens. Parece inofensivo, mas usar narguilé é como fumar 100 cigarros”, destaca o médico.

Cigarro de palha

E não adianta substituir o cigarro tradicional pelo de palha, com direito a tabaco orgânico. Persio Freitas explica que ele é muito mais forte do que o fabricado pela indústria. “A inalação da fumaça do cigarro é uma verdadeira bomba para os pulmões, sendo ele de palha ou industrializado”, afirma.

A fumaça do tabaco contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Alguns estudos indicam que, no mínimo, 69 deles provocam câncer. Entre as principais doenças associadas ao tabagismo estão, além do tumor de pulmão, asma, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infecções respiratórias e doenças cardiovasculares.

Fumantes com câncer

Fumantes que são diagnosticados com algum tipo de câncer e necessitam de tratamento radioterápico são orientados pelos médicos a largar o cigarro o mais rápido possível. 

“Nossa recomendação é largar o cigarro. Fumar durante a radioterapia prejudica a recuperação dos tecidos sadios afetados e durante o processo de cicatrização, fazendo com que o paciente demore mais a melhorar após o tratamento”, explica o especialista.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.