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Médica do ES explica câncer nos olhos da filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin

Retinoblastoma é um tumor maligno que atinge a retina. Segundo o Inca, em 95% dos casos, ocorre em crianças menores de 5 anos

O apresentador Tiago Leifert e a jornalista Daiana Garbin divulgaram no último sábado (28) um vídeo em que compartilharam com o público a notícia de que a filha deles, Lua, de 1 ano, está com um câncer raro nos olhos chamado retinoblastoma.

Esse tipo de tumor é maligno e se forma nas células da retina, parte do olho responsável pela visão.

A doença corresponde a cerca de 3% de todos os cânceres pediátricos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 95% dos casos, ocorre em crianças menores de 5 anos, podendo acontecer em um ou nos dois olhos.

No caso de Lua, o tumor é chamado de bilateral, que é quando atinge os dois olhos.

De acordo com a médica radioterapeuta Lorraine Juri, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), o principal sintoma, presente em 90% dos casos diagnosticados, é a leucocoria, um reflexo branco na pupila, conhecido como “sinal do olho de gato”.

“Essa mancha esbranquiçada indica que uma fonte luminosa está incidindo sobre a superfície do tumor e impedindo a passagem de luz. Sem isso, as vias ópticas para o centro da visão, no cérebro, não se desenvolvem e atrofiam”, explica.

A médica destaca que essa mancha branca muitas vezes só é notada sob luz artificial, quando a pupila está dilatada, ou em fotos com flash. Em olhos saudáveis, esse reflexo é sempre vermelho.

Diagnóstico precoce

Embora seja o principal sintoma, o aparecimento da leucocoria significa que a doença já está em estágio avançado e as chances de salvar o olho da criança são menores. Antes disso, ela pode apresentar sinais de sensibilidade à luz (fotofobia) ou estrabismo (desvio ocular).

“É extremamente importante que, ao perceberem qualquer anormalidade nos olhos do filho, os pais procurem o médico oftalmologista o quanto antes. O diagnóstico precoce possibilita um tratamento adequado com maior chance de cura”, explica a médica.

Lorraine Juri orienta a verificar na família se há outros casos de retinoblastoma. Se sim, vale a pena consultar um especialista em doenças genéticas hereditárias sobre a possibilidade de o tumor afetar outros parentes.

Tiago Leifert contou que descobriu a doença ao perceber um movimento irregular nos olhos da menina. Lua está fazendo quimioterapia.

Por nota, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) destacaram que o Teste do Olhinho é o primeiro exame da vida do bebê que pode ajudar na detecção precoce de doenças como a de Lua. Ele deve ser feito na maternidade, até 72 horas após o nascimento.

Esse teste deve ser repetido pelo pediatra ao menos três vezes ao ano nos três primeiros anos de vida da criança. Os dois órgãos ainda recomendam que bebês de seis a 12 meses passem por um exame oftalmológico completo.

 

Tratamento

Lorraine Juri destaca que a radioterapia é uma das das formas de tratamento usadas com sucesso contra o retinoblastoma.

“Na maioria dos casos, o retinoblastoma é uma doença curável. A quimioterapia, a radioterapia e o tratamento oftalmológico e a laser têm mostrado bons resultados. Em algumas situações, infelizmente, é preciso fazer cirurgia para remover o globo ocular. O tratamento tem como foco principal eliminar o câncer, salvar a vida da criança e preservar o máximo da visão possível”, explica.

Segundo a especialista, a radioterapia é bastante eficaz no tratamento e inclui uma pequena placa com sementes radioativas colocada fora do olho, perto do tumor.

Tiago Leifert e Daiana Garbin agradeceram o apoio dos internautas nas redes sociais e alertaram sobre a importância de levar a criança ao oftalmologista no primeiro ano de vida.

“O recado mais importante que a gente tem para você que tem um bebê, se você reparar que tem um movimento irregular no olho dele, se você reparar que a criança te olha de lado, se você reparar que quando você tirar uma foto com flash volta um reflexo branco, vai imediatamente procurar um oftalmologista”, disse Leifert.

 

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, Arcelor/Abeb, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, Sul América, Mediservice, Codesa, Cesan, Geap, entre outros.