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Médico explica doença que afastou Wesley Safadão dos palcos

Cerca de 6 milhões de brasileiros sofrem com a doença

 

Com dores na coluna e dormência nas pernas, o cantor Wesley Safadão anunciou, na última semana, que vai precisar se afastar temporariamente dos palcos, por orientação médica, para se tratar de uma hérnia de disco.

Estima–se que 6 milhões de brasileiros sofram com a doença, que é o diagnóstico mais comum dentre as alterações degenerativas da coluna lombar.

Conforme nota publicada nas redes sociais de Wesley Safadão, o cantor foi “diagnosticado com hérnia discal entre a terceira e quarta vértebra lombar, com estreitamento do canal vertebral e importante compressão das estruturas neurológicas dentro deste canal”.

De acordo com o médico Lourimar Tolêdo, ortopedista do Ráquis Instituto de Coluna, a hérnia ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal, podendo comprimir uma raiz nervosa.

“Nesse caso, os sintomas mais comuns são exatamente os sentidos por Wesley Safadão. Uma dor intensa que irradia da região dos glúteos para os membros inferiores, ou seja, as pernas. Nos casos mais graves, pode  estar associada ainda a dor lombar e alterações neurológicas, com perda da sensibilidade e da força dos membros e até mesmo mudança no controle da urina e das fezes”, destaca Lourimar Tolêdo.

O médico explica que, em 90% dos casos, o tratamento é clínico, sendo realizado por meio de medicamentos e fisioterapia, como está sendo feito com Wesley Safadão, que vai permanecer em tratamento e repouso no hospital até se recuperar das dores, conforme a nota publicada nas redes sociais do cantor.

“Após o tratamento para combater a inflamação e a fisioterapia para reabilitação, se a dor ainda estiver muito intensa, o médico poderá recomendar a realização de infiltrações peridurais. São procedimentos para aplicação, na coluna, de corticoides e anestésico”, explica Lourimar Tolêdo.

O ortopedista destaca que, além de passar pelo tratamento, o paciente também precisará melhorar seu estilo de vida, para não voltar a sofrer com o problema.

Se o tratamento clínico não surtir efeito ou se houver alterações neurológicas importantes, o ortopedista alerta que há risco de o paciente precisar passar por uma cirurgia. Essa situação é registrada em 5% a 10% dos casos de hérnia de disco.

“Quando o tratamento conservador não é o suficiente para diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente ou quando há a presença de perda de força nas pernas e controle da bexiga e intestino, o recomendado é a realização de uma cirurgia”, observa Lourimar Tolêdo.

Por isso, a orientação é que, ao sentir dores nas regiões da coluna ou alterações de sensibilidade ou força dos membros, o paciente deve procurar rapidamente um médico.

“É importante não deixar que a doença progrida. Além disso, mesmo que você não tenha dores constantes, é preciso manter os exames e avaliações da coluna em dia. Assim, previne-se um futuro problema de grande gravidade”, alerta o doutor Lourimar Tolêdo.