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Doença que matou astro de “Pantera Negra” vai atingir quase 41 mil pessoas este ano

Médico do ES explica que fatores genéticos e alimentação rica em gordura e pobre em fibras podem causar o câncer colorretal

 

Na última semana, o mundo ficou chocado com a morte do ator Chadwick Boseman, astro do filme “Pantera Negra” e um dos Vingadores do universo Marvel, aos 43 anos, por câncer no cólon. A doença é o segundo tipo de tumor mais comum entre os brasileiros, sem contar o câncer de pele não melanoma. Em 2020, 40.990 novos casos devem ser diagnosticados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em 2018, foi a terceira causa de morte por neoplasia no Brasil.

O câncer colorretal tem origem multifatorial e é um tipo de tumor maligno que afeta o intestino grosso, o cólon ou o reto. A idade mais comum em que essa doença se manifesta é a partir dos 50 anos, com incidência semelhante entre homens e mulheres. Entretanto, pessoas mais jovens, como Boseman, também podem adoecer. Ele lutava contra esse tumor há quatro anos. 

“Existem diversas causas que explicam o surgimento desse grupo de câncer, como por exemplo síndromes genéticas, história de parente com câncer colorretal, inclusive alimentação rica em gorduras, produtos processados, industrializados (como presunto, salame, embutidos e enlatados) e pobre em fibras”, explica o radio-oncologista Guilherme Rebello, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

A maioria dos casos tem origem em pólipos, que crescem lentamente na parede interna do órgão até se tornarem tumores malignos. Uma das formas de evitar a doença é detectá-los o quanto antes e retirá-los por via cirúrgica. 
De acordo com o médico, dentre os principais sintomas deste tipo de neoplasia estão sangue nas fezes, anemia, diarreias ou prisão de ventre, dor abdominal, náuseas e vômitos.

Diagnóstico precoce

No Setembro Verde, mês de conscientização sobre o câncer colorretal, Guilherme Rebello destaca a importância do diagnóstico precoce. 

“Para pacientes sem história familiar deste câncer, recomenda-se fazer, a partir dos 50 anos, exame de fezes com procura de sangue oculto anualmente, além de colonoscopia a cada 10 anos”, orienta o especialista. Já quem tem histórico da doença na família, o ideal é fazer acompanhamento com 10 anos a menos de idade que o parente tinha quando descobriu o tumor.

Para prevenir a doença, o médico recomenda manter uma alimentação rica em grãos, vegetais e frutas, reduzir o consumo de carne vermelha e alimentos embutidos, fazer atividade física com regularidade, não fumar e não beber.
O tratamento do câncer colorretal pode ser realizado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia. 

“O tratamento se baseia na multimodalidade, com cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Neste grupo de tumores, a radioterapia é mais presente naqueles de localização retal, com principal intuito de diminuir ao máximo o volume tumoral, propiciando uma melhor cirurgia”, destaca o médico. 

Sobre o IRV
Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.