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Família de Vila Velha suspeita de febre e descobre câncer em menina

Médico do ES explica que sintomas de tumores infantojuvenis são semelhantes aos de várias doenças da infância 

 

Uma febre que ia e voltava na filha Bianca Victor do Amaral fez os pais dela desconfiarem de que algo grave estaria acontecendo com a menina. Foram pelo menos quatro idas ao pronto-socorro e consultas com o pediatra até que um exame de ultrassom de abdômen foi requisitado e revelou que a criança estava com um tumor no rim esquerdo.

O professor de Física, Leonardo Aguiar do Amaral, 39 anos, pai de Bianca, contou que a descoberta da doença foi um baque para a família, que é de Vila Velha. Além da menina, ele e a esposa Desiree Victor do Amaral têm um filho de 16 anos.

De lá para cá, Bianca, hoje com 8 anos, passou por duas cirurgias: a primeira para retirada do tumor no rim esquerdo. Já a segunda foi para remover nódulos no pulmão, para onde o câncer deu metástase. A menina passou por sessões de tratamento no Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) e faz quimioterapia.

“Bianca hoje está com a imunidade baixa e eventualmente precisa de transfusão de sangue. É doloroso para a família, principalmente porque não contamos com amparo social. Não tenho direito de levar minha filha numa consulta, tirar uma licença para acompanhá-la no tratamento. Minha esposa teve que deixar o emprego para cuidar da Bianca”, contou Leonardo.

Sintomas semelhantes

No Setembro Dourado, mês dedicado à conscientização do câncer infantojuvenil, o radio-oncologista Persio Freitas, do IRV, alerta que os sintomas dos tumores em crianças e adolescentes se assemelham aos de várias doenças da infância.

“Os sinais do câncer infantojuvenil se confundem em muitos casos com os de outras doenças comuns na infância. Por isso é preciso prestar atenção quando acontece algum tipo de anormalidade, como palidez, hematomas, cansaço, apatia, inchaços, caroços, febre e perda de peso sem explicação, e procurar um pediatra para uma avaliação criteriosa. Não existem evidências científicas que deixem claro a associação entre os tumores infantojuvenis e fatores ambientais. Por isso é importante investigar”, explica o médico.

O pai de Bianca defende que exames como o ultrassom de abdômen entre na rotina dos médicos pediatras, uma vez que os sintomas do câncer infantojuvenil se parecem com os de várias doenças. “Isso permitiria descobrir a doença mais cedo, como os médicos sempre falam que é o ideal”, afirma Leonardo.

Persio Freitas afirma que as chances de sucesso no tratamento aumentam em até 80% quando o diagnóstico é feito de forma precoce.

“O tratamento deste tipo de câncer depende do estágio em que a doença começa a ser tratada, e é feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, de forma associada ou isolada. Quanto mais cedo o tumor for descoberto, melhor para o paciente”, afirma.

O câncer é a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que estima que mais de 8,4 mil casos de tumores infantojuvenis devem ser diagnosticados este ano no Brasil. Os tipos mais frequentes nesta faixa etária são as leucemias, os linfomas e os tumores no sistema nervoso central.

Em comum, estes tumores se caracterizam pela proliferação descontrolada de células anormais e que podem ocorrer em qualquer local do organismo. 

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.

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