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Hospital Metropolitano aborda Violência contra a pessoa idosa em seminário

Evento, aberto ao público, foi realizado nessa quarta-feira (21)

No dia a dia, você seria capaz de identificar sinais de que um idoso está correndo risco de sofrer uma queda que pode limitar a sua independência? Ou, então, de que ele está sofrendo algum tipo de agressão?

Com o objetivo de capacitar familiares, cuidadores e profissionais da saúde para reconhecerem situações de perigo como essas – catastróficas na vida de quem passou dos 60 anos – foi que o Hospital Metropolitano, localizado na cidade da Serra (ES), promoveu o seminário “Quedas e violência contra a pessoa idosa: o que sabemos?”, na última quarta-feira (21).

Segundo a coordenadora da Unidade Geriátrica da instituição, Lívia Terezinha Devens, os participantes também aprenderam estratégias de prevenção. O evento celebrou duas importantes datas: o Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência Contra a Pessoa Idosa (15 de junho) e o Dia Mundial de Prevenção de Quedas de Idosos, comemorado no dia 24.

Sinais da crueldade
Reclusão, medo de falar, manchas roxas pelo corpo, emagrecimento, desidratação, quedas constantes e sonolência são algumas das características que a pessoa idosa que está sofrendo alguma agressão pode apresentar.

“Há situações em que o filho grita com o pai já de idade, o neto furta o dinheiro do avô ou o cuidador é omisso e truculento, levando o indivíduo a esse quadro”, exemplifica a médica.

De acordo com dados do Disque 100, canal que recebe as denúncias de violação de diretos da população, mais de 32 mil idosos sofreram algum tipo de violência no Brasil, em 2016. A maioria, mais de 70%, foram relativas à negligência. Mas existem ainda as de configurações psicológica e física e os abusos financeiro e patrimonial.

Queda à vista
As quedas respondem por 40% de todas as mortes de quem tem mais de 60 anos relacionadas a ferimentos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, de acordo Lívia Terezinha Devens, é importante que a família e o cuidador estejam alertas a mudanças de comportamento, como diminuição das atividades realizadas fora de casa, entre elas ir à igreja ou ao mercado, com medo de cair.

A médica destaca ainda que, muitas vezes, o indivíduo usa calçados inadequados; consome remédios impróprios, sem orientação médica; possui algum grau de dificuldade visual, causada por catarata ou outra doença, ou vive em ambientes que propiciam uma queda grave no futuro.

“Quando mora sozinho e está sofrendo declínio de memória, com dificuldades de lembrar a hora de se alimentar e de se medicar, por exemplo, é possível a ocorrência de acidentes, devido a queda do nível de açúcar no sangue, o excesso de remédios, ou sua falta, além de desidratação”, explica Lívia Terezinha Devens.

O seminário
Aberto à comunidade e com entrada franca, o seminário “Quedas e violência contra a pessoa idosa: o que sabemos?” é uma alerta para familiares e cuidadores e também para profissionais da área da saúde. Ele foi dirigido pela equipe multidisciplinar da Unidade Geriátrica do Hospital Metropolitano e teve a participação da podóloga Dalila Silva Dias, como convidada. A especialista deu dicas de cuidados com os pés, que sofrem deformações no processo de envelhecimento e, por isso, também se tornam motivos de quedas.