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Médico do ES tira 10 dúvidas sobre câncer de mama

Prevenção é a principal orientação para evitar a doença que já provocou 188 mortes este ano no Espírito Santo, segundo dados da Sesa

O câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e no mundo. Somente de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 188 mortes por causa da doença no Espírito Santo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e 997 internações no mesmo período. Para reduzir as estatísticas, a prevenção segue sendo a principal orientação.

Em 2020, foram 355 óbitos e 1.711 internações no Estado relacionadas a tumor de mama. Em relação às mamografias, que ajudam a diagnosticar a doença de forma precoce, foram realizados 32.894 exames de janeiro a julho deste ano, e 48.781 em 2020. Os dados foram fornecidos pela Sesa.

Reforçando a campanha Outubro Rosa, criada para a conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, o médico radioterapeuta Guilherme Rebello, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), tira 10 dúvidas sobre a doença e reafirma a importância do diagnóstico precoce.

1-O que pode causar o câncer de mama?

Guilherme Rebello – O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor que pode invadir outros órgãos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 66.280 novos casos devem ser diagnosticados este ano.

Os fatores mais associados são idade avançada, história familiar de câncer de mama, estilo de vida (dieta pobre em fibras e rica em gordura), irradiação prévia, reposição hormonal pós-menopausa, menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gestação tardia, mutações genéticas (BRCA1/2), dentre outros.

2-Qual é a importância do diagnóstico precoce?

Quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de controle da doença.

3-Quais são os exames que permitem esse diagnóstico precoce?

Os mais utilizados são a mamografia e a ultrassonografia das mamas.

4-Existe algum dia certo no mês para realizar o autoexame?

Não existe um dia obrigatório do mês para realizar o autoexame. A orientação, segundo o Inca, é de que as mulheres sejam encorajadas a observar e palpar suas mamas sempre que se sentirem confortáveis, seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação cotidiana, tentando manter sempre uma periodicidade. 

5-A mamografia de rotina em mulheres deve ser feita a partir de qual idade?

De maneira geral deve-se iniciar o rastreio anual a partir dos 50 anos. 

6-É verdade que nos últimos anos, os casos de câncer têm aumentado entre as mulheres na casa dos 30 anos? Por quê?

A incidência entre mulheres jovens vem aumentando no mundo todo. Tal fato tem se relacionado a alguns fatores ligados ao estilo de vida, como menor número de filhos, gestação tardia e alimentação inadequada, devido à correria do dia a dia.

7-A reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama?

Sim, a reposição hormonal, principalmente nas pacientes que passaram da menopausa, aumenta a chance do desenvolvimento da doença.

8-Por que o câncer de mama é o mais letal entre as mulheres brasileiras?

Além do fato de ser o câncer mais frequente nas mulheres, ainda encontramos muitas barreiras, como a conscientização da necessidade do rastreio, dificuldade no acesso ao diagnóstico precoce até mesmo no tratamento adequado. 

9-Como é realizado o tratamento com radioterapia para câncer de mama?

É realizado através de um aparelho específico, chamado acelerador linear. Com ele, conseguimos direcionar o feixe de radiação com precisão, apenas na mama acometida. O tratamento é indolor, dura cerca de 10 minutos por dia e, na maioria dos casos, são prescritas 15 sessões.

10-Quais os sintomas e os tipos de câncer de mama?

A apresentação mais comum é a assintomática, com a descoberta acidental em exames de rastreio. Com o avançar da lesão, pode-se ter desde um nódulo palpável indolor até “íngua” axilar, assimetria das mamas, vermelhidão e dor local. 

Existem alguns subtipos de câncer de mama, dentre os mais frequentes o ductal e o lobular, podendo ser não invasivos ou invasivos.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, Arcelor/Abeb, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, Sul América, Mediservice, Codesa, Cesan, Geap, entre outros.