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Pais e filhos dão exemplo de coragem na luta contra o câncer 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, eles enfrentam essa doença silenciosa com determinação e pensamento positivo

 

O Dia dos Pais será diferente para todas as famílias neste ano de 2020, por ser celebrado em meio à pandemia do novo coronavírus. Mas para duas famílias em especial no Espírito Santo, a data ganhou um novo simbolismo por representar o desejo de dias melhores diante de um inimigo silencioso: o câncer. 

Foi no início deste ano que o comerciante Plínio Miguel Marin, 64 anos, começou a notar que algo estava errado. Sempre ativo, o dono de uma oficina mecânica em Guarapari de repente passou a sentir fortes dores de cabeça, ficou com a fala arrastada e caminhava torto, sempre nervoso.

O filho de Plínio, o professor de Matemática e diretor escolar Leandro Marin, 37 anos, percebeu os sintomas e começou a investigar até que uma tomografia computadorizada revelou que o comerciante estava com um tumor no cérebro. 

Plínio foi operado em 29 de maio, quando teve 97% do câncer retirado, e desde então vem tratando a doença com quimioterapia e radioterapia. Leandro e seus irmãos Leonardo Marin, 42 anos, e Loraine Marin, 35 anos, estão sempre ao lado do pai, que faz tratamento no Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) e precisa da cadeira de rodas para ser transportado.

Neste Dia dos Pais, o desejo de Leandro é um só: ver Plínio recuperado.

“Meu principal desejo é que meu pai se cure, pelo menos que volte a ter uma vida com dignidade, com mais autonomia. Ele tem muita força de vontade. Que ele possa andar nem que seja de muletas”, diz o professor.

Tumor raro

Já na Serra, o operador de ponte rolante Ariclenes Pozzatti, 34 anos, viu sua vida mudar quando a filha Lara Alves Pozzatti, de 12 anos, descobriu estar com um tumor raro na cabeça, de natureza benigna, chamado craniofaringioma.

Há cerca de três meses, após uma cirurgia, Lara passou por 30 sessões de radioterapia no IRV. Agora, segue o tratamento com medicação. 

Para Ariclenes, o pensamento positivo foi fundamental para que tudo desse certo.

“Eu sempre ia para o tratamento com o pensamento mais positivo possível de que iria dar tudo certo no final. O saldo é o melhor possível. Lara está reagindo bem”, diz ele, que também é pai de um menino de 2 anos. 

A radio-oncologista Anne Karina Kiister Leon, do IRV, explica que o tumor craniofaringioma acomete duas faixas etárias distintas: “É um tipo de câncer mais comum em crianças entre 5 e 14 anos de idade, mas que também pode atingir adultos entre 50 e 75 anos”.  

 

Pode visitar o pai?

Plínio e Ariclenes têm a vantagem de estarem juntos de seus filhos neste momento de pandemia e poderão passar o Dia dos Pais em família. Mas quem não está nessa condição, como deve proceder?

Apesar de o Espírito Santo viver uma estabilização nos números relativos à Covid-19, a médica Anne Kiister orienta a evitar visitas nesta data para não propagar o coronavírus.

“Para quem mora em outra casa, o ideal é não visitar no Dia dos Pais. O melhor é telefonar para o pai ou utilizar a videochamada, enviar um presente ou uma mensagem carinhosa. A quarentena ainda não terminou e sair de um lugar para outro pode ser arriscado devido ao risco de contaminação”, afirma Anne Kiister.

Já para quem vive com o pai, a orientação da especialista é evitar beijos e abraços, e reforçar os cuidados com a higiene.

 

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.

 

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