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Plano de saúde popular pode ajudar a desafogar o SUS

Para o médico e presidente regional do 5º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico, Remegildo Gava Milanez, é preciso cautela para não banalizar o serviço

A Agência Nacional de Saúde (ANS) deu sinal verde para a criação de planos de saúde populares na última semana. O médico e presidente regional do 5º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico, Remegildo Gava Milanez, avalia que isso ajudará a desafogar o SUS e a proporcionar mais qualidade para a população que não tem condições de pagar por um plano convencional.

Milanez será um dos debatedores do painel “Serviços de saúde suplementar: planos de saúde e novas proposições de modelos populares”, que vai abordar nesta sexta-feira (29) os vários aspectos dessa nova modalidade de prestação de serviço. O tema será abordado a partir das 14 horas.

“Os planos acessíveis seriam benéficos ao SUS, pois quem tem condições de custear um serviço mais ajustado receberia atendimento na rede conveniada, reduzindo a fila de espera da parcela da população brasileira que não pode pagar pela assistência”, observou.

No entanto, ele avalia que é preciso cautela para não banalizar o serviço e gerar novas ações judiciais. “É preciso pactuar muito bem com o cliente o que será entregue nos planos acessíveis. O usuário precisará saber com certeza com quais hospitais, clínicas e laboratórios ele terá convênio e quais são os seus direitos ao assinar o contrato. Do contrário, corre-se o risco de novas ações judiciais obrigando o plano a fornecer algo que não foi previsto”, disse.