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Quarentena no inverno também é época para usar protetor solar

Médica explica que uso da máscara não dispensa o protetor solar e detalha quais são os tipos de manchas que podem causar tumores

 

A quarentena chega em agosto ao seu quinto mês no Espírito Santo sem sinais de que vai terminar. Mesmo com a melhora nos indicadores do novo coronavírus e a flexibilização de algumas atividades, o uso da máscara facial segue sendo obrigatório. Entretanto, em pleno inverno, muita gente anda saindo de casa sem se proteger dos raios solares, o que pode contribuir para o surgimento do câncer de pele.

Este tipo de tumor representa cerca de 30% das lesões malignas no Brasil, segundo dados de 2019 da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Ainda de acordo com a entidade, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção solar no dia a dia. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) calcula que em 2020 surgirão quase 177 mil novos casos de câncer de pele não melanoma no país.

A radio-oncologista Lorraine Juri, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), alerta que apenas usar a máscara não é suficiente para proteger a pele dos raios solares. 

“O uso da máscara não substitui o filtro solar. Devemos usar protetor solar mesmo em lugares fechados, com alta luminosidade. A claridade em casa também é radiação solar. Ela possui ultravioleta A, que tem uma radiação que provoca a elastose solar, responsável pelo envelhecimento da pele. A luz visível aumenta o risco de manchas, queimaduras e também pode agravar algumas dermatoses”, explica a médica. Segundo ela, em casa também é preciso se proteger das luzes do computador, TV e celular.

A especialista orienta que antes de sair de casa é fundamental realizar a limpeza da face usando sabonetes ou géis específicos para o tipo de pele da pessoa, hidratar o rosto, usar um anti-oxidante, aplicar um filtro solar em todo o rosto 30 minutos antes de ir para a rua e usar a máscara, se certificando de que ela tampe nariz e boca. Lorraine Juri também aponta a necessidade de não se descuidar das mãos nesse processo.

“As mãos são áreas constantemente expostas ao sol e, portanto, também necessitam de proteção, principalmente se queremos evitar manchas ou rugas”, completa.

 

Manchas suspeitas

Dentre os principais sintomas para o surgimento do câncer de pele estão o aparecimento de manchas pruriginosas (que coçam), descamam ou sangram; feridas que não cicatrizam em quatro semanas ou pintas que têm bordas irregulares ou mudam de tamanho, forma ou cor. Casos sinais deste tipo ocorram, o ideal é procurar um médico.

Lorraine Juri destaca que a radioterapia é um tipo de tratamento que apresenta resultados satisfatórios nos casos de lesões malignas de pele.

“É uma excelente opção de tratamento de câncer de pele com altíssimos índices de cura. Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelular e espinocelular, mas a radioterapia também pode ser usada para tratar tumores mais agressivos, como melanoma e tumores de células de Merkel. A radiação pode ser usada de forma exclusiva, concomitante a outro tratamento ou posterior à cirurgia. O tipo de radiação varia de acordo com o tipo de tumor”, detalha a médica.

 

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.

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