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Só 16% dos casos de câncer de pulmão são descobertos de forma precoce

Estimativa do Inca é que 30.200 pessoas sejam diagnosticadas este ano com a doença no Brasil. O cigarro é o principal fator de risco

O câncer de pulmão é o segundo mais comum entre homens e mulheres no Brasil. E o maior desafio dos médicos é descobrir a doença em estágio inicial para melhorar as possibilidades de tratamento. Atualmente, apenas 16% dos casos são diagnosticados de forma precoce, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“As características evolutivas do câncer de pulmão, como a falta de particularidade dos sintomas iniciais e o tempo e evolução do tumor, somadas à ausência de programas de rastreamento efetivos, são os principais fatores que contribuem para que a doença não seja descoberta de forma precoce, o que torna difícil o tratamento e dificulta o aumento da sobrevida”, destaca a médica radioterapeuta Lorraine Juri, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

Nos casos descobertos em estágio inicial, a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56%. Nos demais, esse percentual cai para 18% (15% para homens e 21% para mulheres), segundo o Inca.

Reforçando a campanha Agosto Branco, criada para a conscientização sobre a prevenção do câncer de pulmão, a médica alerta que o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de tumor.

Mais de 30 mil novos casos

De acordo com o Inca, cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. Para este ano, a estimativa é que 30.200 pessoas sejam diagnosticadas com a doença. Por ano, são mais de 29 mil mortes no país, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer (2019).

“Fumar ainda é a principal causa de câncer de pulmão, seja de forma ativa ou passiva. A exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos e histórico familiar também favorecem o desenvolvimento deste tipo de tumor”, explica a especialista.

Outros fatores de risco para o câncer de pulmão são: exposição ocupacional a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo, agentes alquilantes, radônio, entre outros), água potável contendo arsênico, além de altas doses de suplementos de betacaroteno em fumantes e ex-fumantes. 

Tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, piora da falta de ar, perda de peso e de apetite, pneumonia recorrente ou bronquite, e cansaço ou fraqueza são os sintomas mais comuns do tumor de pulmão. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e crises podem ocorrer em horários incomuns.

O diagnóstico pode ser feito por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos.

Mito esclarecido

Lorraine Juri esclareceu ainda uma dúvida comum de pessoas que sempre fumaram e que costumam dizer que não vale a pena largar o cigarro porque os pulmões não se recuperam.

“Isso é um mito. O risco de ocorrência do câncer de pulmão e de morte pela doença aumenta quanto maior a intensidade da exposição ao tabagismo. A mortalidade por este tipo de tumor entre fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, enquanto entre ex-fumantes é cerca de 4 vezes maior”, explica a médica.

A radioterapia é um dos tratamentos utilizados para combater o tumor. Segundo Lorraine Juri, o maior desafio é irradiar apenas a área pulmonar doente, protegendo ao máximo os tecidos sadios e os órgãos de risco ao redor da lesão, como esôfago, coração e medula, prevenindo efeitos colaterais como pneumonite e esofagite. 

A especialista destaca que com os recursos de alta tecnologia, é possível garantir um tratamento radioterápico preciso e seguro ao paciente.

“A radioterapia faz parte do arsenal terapêutico dos pacientes com câncer de pulmão. Pode ser exclusiva com finalidade radical, após a cirurgia, junto com a quimioterapia ou com intenção paliativa. O tratamento deste tipo de tumor requer a participação de um grupo multidisciplinar para um planejamento adequado”, destacou Lorraine Juri.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.