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Técnica que usa raio X aumenta a precisão da radioterapia contra o câncer

O IGRT produz uma espécie de fotografia do corpo do paciente, que mostra o posicionamento correto do tumor a ser tratado

Um dos maiores aliados na luta contra o câncer é o IGRT, uma técnica de posicionamento baseada em imagens que são captadas do paciente antes e durante a sessão de radioterapia. Ela produz uma espécie de fotografia para que os médicos tenham certeza de que a pessoa está corretamente alinhada para receber o tratamento.

Também chamado de Radioterapia Guiada por Imagem, o IGRT assegura com precisão que o tumor esteja dentro do campo de irradiação em todas as sessões, uma vez que eles podem mudar de posição durante o tratamento, conforme explica a médica radioterapeuta Anne Karina Kiister Leon, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

Por que isso acontece? Por várias razões, entre elas movimentos respiratórios, preenchimento ou esvaziamento de alguns órgãos ou pequenas alterações de posicionamento de um dia para o outro. 

“Fazemos o IGRT por meio de raio X, para sabermos com precisão se o paciente está posicionado corretamente na mesa para receber a irradiação. Esse raio X mostra o contorno dos ossos, e com isso conseguimos ver o local exato onde está o tumor. O IGRT também pode ser feito nas partes moles do corpo, via tomografia”, detalha Anne Kiister.

Com isso, a imagem obtida é comparada com a que foi feita durante o planejamento e, quando necessário, ajustes são realizados. O ganho para o paciente é que a técnica permite proteger os tecidos que não estão doentes.

“Dependendo da técnica de IGRT, é possível reduzir a margem de tratamento, que é uma espécie de faixa de segurança que pode variar de 1 cm a 2 cm. Quanto mais preciso for o posicionamento, às vezes nem é preciso dar essa margem. Essa precisão permite reduzir a dose de radiação em área sadia e aumentar no tecido tumoral”, afirma Anne Kiister.

Além de raio X, esta técnica de posicionamento também pode ser feita com ultrassom e tomografia.

Braço acoplado

Segundo a médica, o raio X funciona como uma espécie de braço acoplado ao acelerador linear, aparelho onde são realizadas as sessões de radioterapia.

Por lei, o IGRT deve ser realizado nos pacientes de radioterapia pelo menos uma vez por semana, conforme determina a Resolução RDC 20 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas também é possível realizar a técnica diariamente, junto com as sessões.

“É uma maneira de garantir o ajuste correto no tratamento. Quanto mais ferramentas pudermos usar para barrar um erro, melhor”, diz a médica.

O IGRT pode ser usado no tratamento de qualquer tipo de câncer, principalmente os do Sistema Nervoso Central e tumores ósseos. É recomendado para adultos e aplicado com cautela em crianças.

“Para crianças é necessário um pouco mais de cuidado porque ao realizarmos raio X e radioterapia, expomos mais os pequenos à radiação. Deve ser usado com cautela e propriedade”, diz Anne Kiister.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.